30.3.06

Quem vai morar na Casa de Deus?

Salmo 15
Conheça mais um salmo de Davi. Nele o Rei de Israel apresenta alguns critérios para "morar" na Casa do Altíssimo. De acordo com o Antigo Testamento e a cultura popular do Oriente Médio, moradia é mais que habitação. É convívio. É relacionamento!! Então, morar na "tenda" de Deus,
conforme mencionado em algumas versões, é o mesmo que partilhar a alegria da Sua presença cotidiana.
Em um salmo com apenas cinco versículos encontramos dez características desse honrado residente da Casa de Deus. Observe que a narrativa do salmista considera as atitudes muito mais importantes que as palavras e pensamentos do fiel. Em síntese: você mora realmente na Casa do Pai?? Demonstre!!
As atitudes desse servo de Deus podem ser considerada em três situações:
- Para consigo mesmo - Ele é íntegro na conduta e justo em suas atitudes.
- Para com o próximo - Não pratica maldades, mantém sua palavra mesmo prejudicado em alguma circunstância, não empresta visando lucro e tão pouco aceita ser subornado.
- Para com Deus - Honra ao Senhor reconhecendo o valor daqueles que temem a Deus.
E suas palavras, como devem ser usadas? Ele "de coração fala a verdade", não difama seu semelhante e não calunia o seu próximo. Mesmo ao falar, o fiel sabe muito bem como deve se conduzir.
Qual a consequência de tudo isso? Davi diz que, ao agir dessa maneira, nunca seremos abalados. Muitas crises podem ocorrer em nossa vida. No entanto, aquele que vive na Casa de Deus tem o privilégio da Sua presença consoladora para enfrentar a todos esses desafios. Pode sofrer algumas derrotas, mas nunca será abalado!! Graças a Deus!!

Um comentário:

Paulo Marcelo disse...

os salmos relatam a intensidade
de se viver a vida da forma que ela está... é o homem vivendo suas dores, perseguições, lutas, aflições, perdas
e ganho, vitórias, ... enfim, essas coisas que cercam a vida de qualquer ser humano... no que diz respeito aos
salmistas, eles fizeram uma escolha, escolheram viver esta intensidade de vida estabelecendo uma relação de
confiança com Deus... relação que normalmente tem início nos momentos em que se vive limites, onde se
evidenciam nossas impotencialidades que nos levam a ter uma percepção mais clara acerca de nós mesmos... mas
nesses dramas de vida os salmistas lançam suas esperanças em direção, muitas das vezes por lhes faltarem opções
(elevo os meus olhos para o monte...), a Deus... no momento em que eles assim o fazem percebem o inevitável
retorno divino... e nessa hora dar início a uma das mais belas construções que se pode perceber no universo...
a construção de um relacionamento que foi rompido no éden.. a relação entre Pai e filho... o que vejo nessa
hora é o parto, o nascimento do que a bíblia chama: adorador... mas o adorador nasce dentro de uma esfera do
relacionamento onde Deus faz e por isso ele, o filho, percebe a existência do seu Deus e começa adorá-lo... é o
Deus que prover... mas quando nos aprofundamos nessa relação entre o Pai e o filho percebemos que há no Pai um
desejo maior, um desejo de intimidade... percebe-se no Pai o desejo de revelar-se ao Seu filho não apenas o seu
caráter provedor, salvador, curador, confortador, e etc..., mas percebe um desejo forte do Pai em querer ser
percebido como aquEle que É... e assim ser adorado na sua plenitude... percebo, nos Salmos, uma oportunidade
para compreendermos o porquê desta intensidade de vida que vivemos (dores, perdas, lutas, vitórias, derrotas,
etc...) como sendo uma e talvez a única forma de um dia podermos dizer o Senhor É.... no caso de Davi, o Senhor
É o meu pastor e por Ele simplesmente SER, nada me faltará... me identifico com os salmistas nas lutas, mas
tmb, na minha construção pessoal num relação ascedente com o Senhor, para vê-lo (no sentido de contemplá-lo) na
beleza da Sua identidade... aí posso entender porque recitar versículos bíblicos, repetir cânticos
(independente da denominaçäo a que estes pertençam), ou qualquer outro comportamento litúrgico não produz, não
cria, não gera (parto), não forma adoradores...